Parte I
CORPO
O corpo que lembra, adoece e escancara aquilo que não pôde ser dito. Nesta parte, a dor encontra na pele, nos sintomas e nos gestos uma forma de aparecer quando ainda não existem palavras.
Lançamento 4 de setembro
Ensaios clínicos femininos
Um livro literário sobre corpo, vínculos, maternidade, violência, luto, desejo, memória, abandono e as marcas que algumas experiências deixam em nós. Aquilo que tantas vezes sentimos antes de conseguir colocar em palavras.
Adquira seu exemplar aqui:
Sobre a autora Fernanda Oliveira — psicóloga clínica e psicanalista. O Trauma encontrou Palavra é seu primeiro livro solo.
Há histórias que permanecem mesmo depois que terminam.
O Trauma encontrou Palavra reúne 32 ensaios clínicos ficcionais protagonizados por mulheres em diferentes momentos da vida.
São histórias sobre corpo, relações familiares e afetivas, maternidade, violência, luto, desejo, abandono, memória, envelhecimento, culpa, medo e recomeços.
Dividido em seis partes — Corpo, Cordão, Casa, Ruído, Marca e Palavra — o livro percorre experiências que atravessam o feminino sem oferecer respostas fáceis ou finais perfeitamente resolvidos.
O livro te convida a conhecer 32 mulheres em um percurso dividido em seis partes.
Parte I
O corpo que lembra, adoece e escancara aquilo que não pôde ser dito. Nesta parte, a dor encontra na pele, nos sintomas e nos gestos uma forma de aparecer quando ainda não existem palavras.
Parte II
Maternidade, filiação, separação e os laços que cuidam, pesam e também adoecem. Histórias sobre vínculos profundos, difíceis de romper, mesmo quando amar exige perder partes de si.
Parte III
Os afetos escolhidos deveriam oferecer abrigo, mas nem sempre proporcionam segurança. Há relações que acolhem e outras que transformam a casa em um lugar de solidão, medo e desamparo.
Parte IV
Sobre aquilo que permite seguir funcionando, mas também inquieta, confunde e não oferece descanso. Pensamentos, silêncios, medos e repetições produzem um ruído constante, mesmo quando, por fora, a vida parece seguir normalmente.
Parte V
Há nomes que não aprisionam, apenas ajudam a compreender. Nesta parte, o diagnóstico não reduz uma pessoa ao que ela tem, mas identifica modos de existir que precisavam ser reconhecidos, dando contorno ao que antes parecia confuso.
Parte VI
Quando a experiência encontra linguagem, aquilo que parecia apenas dor pode começar a ganhar contorno. A palavra não apaga o trauma, mas permite que ele deixe de existir apenas como silêncio.
Você pode ler este livro de duas formas: entrando primeiro pelas histórias mais viscerais em Corpo ou começando por Palavra, até chegar a Corpo.
Não existe uma ordem correta.
Existe a ordem que você consegue sustentar.
Comece de onde conseguir.
Te apresento um fragmento de três delas.
Parte I — Corpo
Depois de alguns minutos, Aline levanta o blusão com um gesto lento, cuidadoso, quase cerimonial. Os braços aparecem marcados. Cortes antigos, outros mais recentes. Todos já fechados, mas ainda muito presentes.
Ela observa atentamente o rosto da psicóloga, procurando por um sinal. Espanto, reprovação, susto. Qualquer reação que confirme que aquilo é grave o suficiente para ser levado a sério. Estou assim há muitos meses.
Parte III — Casa
Um ano e onze meses. Quase fazendo aniversário. Tem um ano e onze meses que nós não transamos.
Consegui dizer como se informasse uma data de luto. E completei, antes que pudesse recuar: e eu não sinto falta.
Essa frase caiu mais forte do que o número. Porque não falava de ausência. Falava de neutralidade. Não era falta de sexo. Era ausência de desejo. E, pior, ausência de saudade do desejo.
Parte VI — Palavra
Minha mãe também tinha o seu canto. Um cavalete encostado, pincéis mergulhados em copos de vidro, telas empilhadas em silêncio. Pintava paisagens serenas, mas jamais assinava. Dizia que quadros dispensavam nomes e os oferecia como presentes sem deixar neles qualquer vestígio de si.
Eu sentia pena dela.
Posso ter herdado o mesmo gesto. Crio o que amo, mas retiro dele qualquer prova de autoria. Será que o apagamento é hereditário?
Estes são apenas três fragmentos. O livro completo reúne 32 histórias, divididas em seis partes.
Este não é um livro de casos clínicos.
As personagens e situações apresentadas são composições ficcionais. Nenhuma narrativa corresponde a uma pessoa real ou identificável, e o sigilo profissional permanece absoluto.
A experiência clínica está presente na sensibilidade de quem observa o que se repete, o que se cala, o que aparece no corpo e o que ainda procura uma forma de ser nomeado.
A clínica está no olhar.
Não na exposição de histórias reais.
Este livro não promete cura, superação ou respostas prontas.
Ele oferece companhia, linguagem e um lugar de reconhecimento para experiências que tantas mulheres viveram sem conseguir nomear.
Sobre a autora
Psicóloga clínica, psicanalista e mestre em Ensino na Saúde.
A psicologia e a escrita ocupam espaços importantes em sua trajetória. Para Fernanda, ambas compartilham o mesmo território: as histórias humanas, os vínculos, as marcas, a memória e aquilo que, muitas vezes, permanece indizível.
Participou da antologia Encontros em prosa & poesia: Vozes do feminino com dois textos.
O Trauma encontrou Palavra é seu primeiro livro solo e nasce do encontro entre literatura, escuta clínica e o desejo de oferecer linguagem às experiências femininas que tantas vezes permanecem em silêncio.
Conheça o trabalho clínico de FernandaSexta-feira, 4 de setembro de 2026
19:00h
Bienal do Livro de São Paulo 2026
O Trauma encontrou Palavra chega ao público neste dia — presencialmente e, em breve, também aqui.
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Ensaios clínicos femininos
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Ensaios clínicos femininos
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Entre, mas entre devagar
Este livro reúne histórias de mulheres marcadas por trauma, violência, abuso, maternidade, luto e abandono.
Experiências que podem tocar em lugares sensíveis, mas também dar linguagem ao que, por muito tempo, permaneceu sem palavras.
Entre, mas entre devagar. E talvez alguma dessas histórias encontre algo que você ainda não conseguiu nomear.
Não. Todas as personagens e situações são composições ficcionais. Nenhuma narrativa corresponde a uma pessoa real ou identificável. O sigilo profissional é absoluto.
Não. É uma obra literária de ficção, composta por ensaios clínicos femininos. A escuta clínica atravessa o olhar da autora, mas a leitura não exige conhecimentos de psicologia ou psicanálise.
Não. O livro está organizado em seis partes, mas cada ensaio pode ser lido de forma independente. Você pode começar pela história que mais chamar a sua atenção.
Não. Algumas histórias permanecem abertas, como acontece na vida. O livro não oferece fórmulas ou respostas prontas. Ele oferece linguagem, reconhecimento e companhia.
Sim. O Trauma encontrou Palavra já está disponível em versão digital (eBook) na Amazon. A versão impressa chega em breve.
A versão digital (eBook) já pode ser comprada na Amazon, pelo botão "Versão Digital" nesta página. A versão impressa ainda não está à venda — estará disponível em breve.
Se tiver mais alguma pergunta, envie uma mensagem para fe.escritora@fepsioliveira.com.br.
32 mulheres atravessam estas páginas.
Talvez você reconheça uma delas.
Talvez uma história dê nome ao que você sentiu.
Talvez algumas palavras permaneçam depois que o livro terminar.
Este não é um livro de superação. Não há uma cura esperando no final de cada capítulo.
Algumas mulheres conseguem fazer movimentos importantes. Outras ainda não. Algumas histórias terminam com abertura. Outras, com ruptura. Outras simplesmente no ponto até onde aquela personagem conseguiu chegar.
Porque nem toda compreensão produz mudança instantânea. E nem toda história precisa terminar bem para que alguma coisa importante tenha acontecido.